Automação industrial modular: como ganhar flexibilidade sem aumentar complexidade?

Automação industrial modular: como ganhar flexibilidade sem aumentar complexidade?

A automação industrial modular muda a forma de organizar linhas de produção, permitindo que fábricas se ajustem a variações de demanda sem precisar refazer tudo. Isso aparece em sistemas plug-and-play e células independentes que facilitam a manutenção e diminuem o tempo de setup. Neste texto, você vai entender como a modularidade ajuda a resolver gargalos operacionais, quais tecnologias tornam isso viável e como aplicar essa lógica para ganhar mais agilidade. Boa leitura!

A automação industrial modular é uma forma de organizar a produção que permite às fábricas se adaptar a mudanças de demanda ou lançar produtos sem precisar refazer a linha. Em vez de grandes reestruturações, cada parte da produção pode ser ajustada de forma independente.

Essa flexibilidade vem de sistemas modulares e células de produção independentes, que podem ser conectadas ou desconectadas conforme a necessidade, o que facilita a manutenção, reduz o tempo de setup e dá mais previsibilidade à rotina da fábrica.

Além de agilizar a operação, a automação modular melhora a integração entre máquinas, sistemas e dados. Com informações mais conectadas, a gestão consegue tomar decisões mais rápidas e acertadas, sem depender de processos manuais ou retrabalhos.

Veja o que você vai conferir neste artigo:

  • O que é automação industrial modular?
  • Quais são os benefícios para a produção?
  • Que tecnologias viabilizam a automação modular?
 
Automação industrial modular: como ganhar flexibilidade sem aumentar complexidade?

O que é automação industrial modular? 

A automação industrial modular organiza a produção em blocos independentes e autônomos. Cada função da máquina, como um braço pneumático, uma esteira ou um sistema de visão, opera como uma unidade própria, com controle e inteligência próprios.

No geral, isso significa que não é necessário parar toda a linha para ajustar uma etapa específica, basta reconfigurar ou substituir o módulo envolvido.

Esse modelo combate um dos maiores problemas da indústria: o desperdício de energia. Em linhas tradicionais, muitas vezes toda a produção permanece pressurizada ou motores ficam em standby só para que uma pequena parte continue operando.

No caso da automação modular, cada módulo que não é necessário para o lote atual pode ser desligado ou entrar em modo de economia sem afetar o restante da operação, garantindo que cada watt consumido gere valor.

Tudo isso gera impacto nos custos. Em uma linha de embalagem funcionando a 50% da capacidade durante a entressafra, por exemplo, os sistemas rígidos aumentam o custo energético por unidade produzida.

No modelo modular, dá para isolar o consumo e manter a produtividade, preservando a margem mesmo quando a demanda varia. Essa é a diferença entre gastar energia só por estar ligada e gastar energia para produzir.

Além da economia, a modularidade diminui o desgaste dos componentes. Como os módulos operam só quando necessário, o desgaste mecânico e térmico cai. Para o gestor, isso aparece no OEE (Overall Equipment Effectiveness) mais alto e na previsibilidade financeira maior.

 Como usar a inovação na indústria para ganhar flexibilidade sem aumentar complexidade?

Como o conceito se diferencia da automação convencional?

Enquanto a automação convencional trata a linha de produção como um sistema único, em que uma falha ou mudança afeta toda a operação, o modelo modular funciona como uma rede de unidades independentes, integradas entre si.

A diferença aparece quando é preciso mudar o mix de produtos ou ajustar a produção. Nos sistemas tradicionais, qualquer alteração exige reprogramação de software e ajustes de hardware, processos que podem levar dias ou semanas.

Já na automação modular, cada célula pode ser reconfigurada individualmente, permitindo que uma etapa mude sua função sem que toda a fábrica seja ajustada. De maneira geral, as principais diferenças são:

Critério

Automação convencional

Automação modular

Estrutura

A linha funciona como um bloco único onde tudo depende de tudo. Se uma máquina precisa de ajustes ou para, a produção inteira é afetada

Cada parte da linha é um módulo independente. Um equipamento pode ser ajustado ou desligado sem afetar o resto da operação

Flexibilidade

Qualquer mudança no produto ou no volume exige parar a linha e fazer ajustes manuais

Os módulos podem ser reconfigurados, permitindo que a linha se adapte

Consumo de energia

Os sistemas seguem ligados mesmo quando não estão produzindo, aumentando os custos sem gerar valor

Cada módulo consome energia só quando está em operação, evitando desperdício e custos

Manutenção

Um problema em um equipamento pode obrigar a parada de toda a linha para consertos ou substituições

As manutenções são feitas em módulos específicos, sem prejudicar o restante da produção

Capacidade de adaptação

É mais difícil ajustar a produção a mudanças no mercado ou em itens, exigindo reestruturações longas

As linhas podem ser adaptadas rapidamente, com módulos sendo adicionados, removidos ou ajustados

E, além da operação diária no chão de fábrica, a diferença entre os dois modelos muda a forma como a indústria lida com produção, investimentos e decisões frente às mudanças do mercado em que está inserida.

Quais são os benefícios para a produção? 

A automação industrial modular faz com que cada etapa da produção funcione de forma independente e coordenada, trazendo vantagens para a fábrica. Dentre os principais, estão:

  • Redução do tempo de setup, porque é possível ajustar ou trocar módulos sem precisar parar toda a linha, o que acelera a entrada de novos lotes e produtos;
  • Menor consumo de energia, já que cada módulo opera só quando necessário, evitando desperdício e ajuda a controlar os custos da fábrica;
  • Maior previsibilidade na produção, porque cada etapa funciona de forma independente e monitorada, o que facilita o planejamento e prazos cumpridos;
  • Menos retrabalho, porque ajustes ou correções podem ser feitos em módulos específicos, sem impactar toda a linha, reduzindo erros e paradas desnecessárias;
  • Vida útil mais longa dos equipamentos, já que o desgaste mecânico e térmico é controlado pelo uso sob demanda dos módulos, diminuindo custos com reposição.
 

Além desses pontos, a automação modular ajuda a fábrica a se ajustar quando a demanda muda ou surge um produto, pois permite testar processos sem parar a produção e faz com que investimentos e decisões tenham impacto, mantendo tudo alinhado aos objetivos da empresa.

Automação industrial modular: como ganhar flexibilidade sem aumentar complexidade?

Que tecnologias viabilizam a automação modular?

Para que cada módulo funcione de forma independente, é preciso que todos os equipamentos falem a mesma “linguagem” e estejam conectados de forma organizada, garantindo que informações sobre operação, desempenho e consumo circulem sem interromper a produção.

Nesse caso, redes industriais e protocolos como IO-Link permitem que sensores e atuadores enviem dados em tempo real. Com isso, é possível substituir ou ajustar um módulo com o sistema em funcionamento, e a rede reconhece o novo equipamento de forma automática.

Gêmeos digitais, por sua vez, ajudam a testar novos módulos antes da instalação física. Eles simulam o comportamento de cada equipamento na linha, mostrando como o controle, a mecânica e a pneumática vão se encaixar e evitando problemas de compatibilidade.

Por fim, CLPs descentralizados e sistemas de controle distribuído possibilitam que cada módulo processe suas próprias informações. Assim, se um módulo precisar de manutenção, o restante da linha continua operando, mantendo a produção e o fluxo de dados para a gestão.

Como usar a inovação na indústria para ganhar flexibilidade sem aumentar complexidade?

Como aplicar a automação industrial modular na sua fábrica? 

A mudança para um modelo modular não acontece da noite para o dia, já que precisa de um planejamento focado em como os equipamentos vão se conectar e trocar informações, além de considerar como cada ativo da planta será usado ao longo do tempo.

No geral, é possível seguir dessa forma:

  1. Defina quais etapas da produção podem ser moduladas e identifique onde há gargalos ou processos que precisam de ajustes com mais frequência;
  2. Estabeleça indicadores de desempenho para cada módulo, acompanhando produtividade, consumo de energia e taxa de falhas para ter visão do impacto;
  3. Escolha módulos que funcionem de forma independente, mas que se comuniquem com o restante da linha usando protocolos padrão, garantindo a circulação de dados;
  4. Planeje a instalação e a reconfiguração por etapas, começando pelas áreas que têm maior impacto na produção ou no consumo de energia;
  5. Use simulações ou gêmeos digitais para testar cada módulo antes de instalar, verificando se ele se integra corretamente com controle, mecânica e pneumática;
  6. Treine a equipe de operação e manutenção para lidar com módulos individuais, mostrando como interpretar os dados e executar ajustes sem interromper a linha;
  7. Monitore a produção a todo momento, ajustando os módulos conforme a demanda, e registre cada alteração para manter controle e previsibilidade da operação.
 

A SMC do Brasil trabalha nessas etapas da implementação, garantindo que máquinas, sensores e softwares funcionem de forma conectada. A equipe acompanha o projeto todo, mostrando como usar os dados para orientar decisões e manter o fluxo de trabalho.

Assim, a fábrica aplica a automação modular de maneira organizada e integrada à rotina.

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SOBRE A SMC CORPORATION

A SMC Corporation, com sede em Tóquio no Japão, foi estabelecida em 1959 como fabricante de filtros de metal sinterizado sob o nome de Sintered Metal Company e que posteriormente, foi alterado para SMC Corporation em 1985. Em 1987 abriu o seu capital na Bolsa de Valores Japonesa. Em 1972 iniciou as suas operações no mercado industrial dos EUA e hoje, a sede norte-americana está localizada na cidade de Noblesville, Indiana.